17 de abril de 2013

CALMA QUE SÓ MORRERAM AMERICANOS. O lembrete do Bruno tem um pequeno senão: se não fosse o massacre de Boston, provavelmente não teria conhecimento dos atentados bombistas no Iraque que ocorreram no mesmo dia — nem, evidentemente, lhe mereceriam uma linha, mesmo que deles tivesse conhecimento. Definitivamente que para os Brunos desta vida não há americanos bons. Nem mortos.

12 de abril de 2013

NAS ESTRELAS. Conheço mal a literatura contemporânea portuguesa, nomeadamente os escritores mais novos. Mas a fiar-me no ror de estrelas que os críticos lhes dão e nas recensões entusiastas em tudo o que é imprensa dita de referência, parece que temos uma literatura contemporânea pujantíssima e de excepcional qualidade. Infelizmente, a escassa que conheço parece-me vulgaríssima, nalguns casos medíocre. Como já vi quem a pusesse no panteão, desconfio que a restante não seja melhor. Acho bem que as editoras apostem nos novos, na idade ou nunca publicados, que só assim chegarão aos leitores — quem, em última análise, avaliará as suas qualidades. Mas daí até os novos serem excepcionais, como se repete a toda a hora, vai um abismo. Tirando a indústria e um ou outro escritor, todos perdem com os exageros. Perdem os escritores, porque se convencem que são bons e não são. Perdem os leitores, que são levados ao engano. Perde a própria indústria, que na ânsia de tudo vender deliberadamente confunde o bom com o mau e a prazo acaba a perder mais do que a ganhar. Perde, evidentemente, a literatura. Razão tem quem ainda há pouco dizia não ler um livro com menos de 20 anos. Vendo bem, são tantos os que se publicam que se torna cada vez mais difícil escolher, e escolher implica rejeitar. Se nalguns casos duas décadas será muito, globalmente parece-me um excelente princípio.

9 de abril de 2013

CHEFS & COZINHEIROS. Vivemos um tempo em que deixou de haver cozinheiros. Agora todos são chefs (assim mesmo, em francês, não vá confundirem-se com um qualquer chefe de uma oficina de motorizadas). Qualquer sujeito que saiba grelhar um robalo ou confeccionar um gaspacho é logo elevado a génio da gastronomia, e se for praticante da cozinha dita molecular então é preciso banda de música e tapete vermelho. Sim, considero que temos chefs a mais e cozinheiros a menos. Nada contra, mas custa-me ver certos hábitos trocados por outros sem que se perceba porquê. Custa-me ver, por exemplo, que dantes eram os cozinheiros que das cozinhas vinham cumprimentar os comensais, e que agora sejam os comensais que, reverentes, vão às cozinhas cumprimentar os chefs — no caso, evidentemente, de os chefs condescenderem a recebê-los. Provavelmente é uma moda, que vem e vai como todas as outras. Mas é uma moda que me custa quase tanto engolir como algumas das suas criações, que geralmente me deixam a suspirar por uns joaquinzinhos ou um caldinho de cebola, que nesta altura do ano aconchegam o corpo e a alma e até eu, zero em culinária, sou capaz de confeccionar.

5 de abril de 2013

OBVIAMENTE NÃO PODE. Já disse e repeti o que penso acerca da lei dos mandatos. Apesar de não ser clara, nunca saberemos se por incompetência de quem a fez ou aprovou ou propositadamente confusa para dela tirarem partido, há, desde o início, uma coisa que ficou clara: a ideia (ou espírito da lei) foi reduzir a três os mandatos consecutivos que um autarca pode exercer. Toda a interpretação que não seja esta, mesmo dos mais reputados tribunais, resulta, apenas, da deficiência da lei, não de qualquer dúvida digna desse nome. Merecerá, por isso, a minha discordância, e se votasse nas autárquicas (estou impossibilitado de o fazer por residir no estrangeiro), votaria contra quem se apresentasse nessas condições. O chumbo do Tribunal Cível de Lisboa às pretensões de Fernando Seara, que pretende candidatar-se à Câmara de Lisboa após três mandados à frente da Câmara de Sintra, foi, portanto uma boa notícia. Espera-se agora que as próximas instâncias para onde terá recorrido confirmem o óbvio.
POR UM CANUDO. Por tudo o que já disse, se algum reparo merece a demissão de Miguel Relvas seria este: pecou por tardia. Apetece-me, no entanto, deixar aqui uma sugestão: que tal fazer-se uma investigaçãozita às licenciaturas dos nossos políticos no activo, incluindo governantes? Aposto que o resultado seria surpreendente. Ou, vendo bem, talvez não.

3 de abril de 2013

O ESPIÃO QUE SAIU DO QUENTE. Provavelmente nunca se saberá se Silva Carvalho é culpado do que é formalmente acusado, e é provável que os tribunais falharão, de novo, em toda a linha. Mas mandará o bom-senso não reintegrar no Estado um ex-espião que é acusado de abuso de poder e violação de segredo de Estado até que os tribunais se pronunciem sobre o assunto. Não pensa assim o primeiro-ministro, que decidiu reintegrá-lo no Estado, agora na Presidência do Conselho de Ministros, sem que se perceba porquê. Presumo que do ponto de vista legal nada impedirá a contratação, mas parece-me insustentável do ponto de vista ético. Ética, aliás, pela qual o Governo já demonstrou ter pouco apreço, como ficou claro quando surgiram os casos com o ministro Relvas, que em pouco tempo passou a ser enxovalhado por tudo e por todos, inclusive por membros do seu próprio partido, e hoje por todos visto como o chico-esperto que subiu na vida à custa de «milagres» como o da Universidade Lusófona, que lhe atribuiu um canudo por dirigir um rancho folclórico e coisas assim.
AI NÃO ME TOQUES. Já o disse a propósito de outro caso, mas repito-o as vezes que for preciso: por que diabo não pode o Tribunal Constitucional ser alvo de pressões? Acaso não estará o Tribunal Constitucional debaixo de pressão sempre que tem de tomar decisões importantes, mesmo que não as haja de forma directa? A pressão, como também já disse, reforça a ponderação — logo contribui para decidir melhor. E também é bom não esquecer que por cada pressão num sentido haverá, por regra, pressão em sentido inverso.

1 de abril de 2013

MAIS UMA CONSPIRAÇÃO. Avesso a teorias da conspiração, não sei se Nuno Santos foi despedido da RTP por «delito de opinião», que por aí se garante à boca cheia. (A fazer fé no que se ouve e diz, não conheço um único jornalista que nos últimos anos tenha sido despedido por outra razão que não fosse «delito de opinião», o que é, no mínimo, estranho.) Por razões que expliquei logo no início do famigerado episódio das imagens cedidas à PSP, que acabou por ditar o afastamento do então director de informação da RTP e posterior despedimento, a história foi mal contada, e as explicações que se seguiram confundiram mais que esclareceram. Mas como as teorias da conspiração têm inúmeros adeptos, há sempre um novo «argumento» para «demonstrar» a mais tosca das teorias. A última garante que a contratação de Sócrates pela RTP se destinou a abafar o «saneamento político» de que Nuno Santos terá sido vítima, pois o caso, segundo o autor, «ameaçava fazer correr muita tinta». Só não se percebe bem por que há-de, a partir de agora, a tinta deixar de correr, por que há-de um caso calar outro. Quem impedirá Nuno Azinheira de falar do «caso» Nuno Santos?

27 de março de 2013

SE O RIDÍCULO MATASSE. Não me consta que o regime tencione obrigar os portugueses a assistir à homilia que José Sócrates se prepara para fazer, semanalmente, na RTP. Assim sendo, que pretende quem se deu ao trabalho de assinar uma petição em que procura impedir a RTP de contratar José Sócrates? Quem os impede de desligar o televisor (ou mudar de canal) quando o ex-primeiro-ministro surgir no écran? Por acaso não será anti-democrático o que pedem na petição? E quais são, já agora, os requisitos que consideram necessários para comentar na RTP?
A BOÇALIDADE DO COSTUME. Pinto da Costa terá os seus motivos para debitar «postas de pescada», como diz Paulo Bento, e para dizer ao seleccionador nacional que o que realmente o incomoda é ver a selecção jogar tão mal. Mas o que eu gostaria de ver do presidente do FC Porto, e presumo que o resto do país, era um pedido de desculpas pelo comportamento inadmissível de um bando de energúmenos antes e depois do jogo em Málaga que opôs os «dragões» à equipa local. Energúmenos, recorde-se, que o clube a que Pinto da Costa preside apoia e protege. Isso, sim, seria de homem.

25 de março de 2013

PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. Imaginem que meia dúzia de sujeitos assalta uma ourivesaria e a polícia consegue apanhá-los com a boca na botija. Qual será o título dos jornais do dia seguinte? Mais ou menos assim: «Larápios apanhados em flagrante pela polícia.» Imaginem que um pai viola a filha e esta decide contar o caso ao fim de 20 anos de abusos constantes. Qual será o título nos jornais do dia seguinte? Mais ou menos assim: «Monstro viola a própria filha durante duas décadas.» Como vêem, os jornais, e os media em geral, tratando por «larápios» e «monstros» sujeitos que à partida a justiça considera inocentes até prova em contrário, acabam a julgá-los na praça pública, e como não vejo reclamações parece que a coisa está bem. Acontece que os protagonistas destes casos deviam merecer a mesma presunção de inocência que se reclama para os figurões que por aí andam a cometer crimes iguais ou piores, cujo poder que detêm obriga os media a medir as palavras e a ser mais cautelosos, e a mesma indignação de quem não se cansa de acusar os media, quase sempre com razão, de fazer julgamentos sumários sempre que dão notícias de que figurões são suspeitos de actividades ilícitas. Até por aqui se vê que o cidadão comum não tem o mesmo tratamento da justiça que tem um figurão, embora dizer isto é o mesmo que dizer que o dinheiro não dá felicidade... mas ajuda bastante.

21 de março de 2013

YO NO CREIO EM LAS BRUJAS. É sabido que a FIFA, organismo que superintende o futebol mundial, costuma ter mão pesada em matéria disciplinar. Estranho, por isso, que desta vez se tenha limitado a emitir um lacónico desmentido após Mourinho a ter acusado de irregularidades na última eleição para melhor treinador do ano (que Mourinho perdeu para Vicente del Bosque), irregularidades já confirmadas por alguns dos votantes (ver aqui e aqui). A acusação de Mourinho só merece um comunicado a dizer que a lista de votos «está correcta»? Sabendo-se que o treinador português já foi castigado por menos, só pode ser estranha tanta benevolência da FIFA. É um facto que nem sempre a existência de fumo comprova a existência de fogo. Mas se a acusação de Mourinho está, digamos, dentro do que se esperaria, a reacção da FIFA é surpreendente.

20 de março de 2013

ARRUACEIROS. Será que o FC Porto não devia, na sua página da internet, condenar a violência gratuita dos seus adeptos antes e depois do jogo de Málaga e, no mínimo, pedir desculpa?
DA EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS. Independentemente das deficiências da lei que limita os mandatos, não se sabe se por incompetência ou de propósito, qualquer pessoa medianamente inteligente sabe o que ela pretende: limitar a três os mandatos sucessivos que se podem exercer como presente de Câmara. É o chamado espírito da lei, de que só duvida quem lhe convém. Qualquer interpretação que não seja esta viola o princípio, mesmo que a lei se preste a outras interpretações e os tribunais decidam o contrário. O facto de a justiça ser incapaz de punir meliantes com determinado estatuto não significa que esses meliantes estejam inocentes. A comparação é grosseira, bem sei, mas para o efeito serve perfeitamente. Aliás, quem se candidata nas circunstâncias descritas não merece um pingo de respeito.

16 de março de 2013

SEGREDOS PAPAIS. Como agnóstico, a eleição de Mario Bergoglio não me aquece, nem me arrefece. Como não me aqueceria nem arrefeceria caso fosse eleito outro qualquer, incluindo os mais controversos ou suspeitos de actividades pouco recomendáveis. Mas acompanhei com natural curiosidade a sucessão de Bento XVI, sobretudo para tentar perceber o que levou Ratzinger a resignar. Depois de tudo o que foi dito até à eleição do Papa Francisco, fiquei praticamente na mesma. Continua a não distinguir-se a verdade da mentira, os factos das suposições. Veremos o que sucederá nas próximas semanas, mas suspeito que haverá importantes mudanças na cúpula da Igreja. Mudanças que Bento XVI não terá sido capaz de fazer — por incapacidade, por achar que tudo estava bem como estava. Desconfiei desde o início dos motivos invocados por Bento XVI para renunciar ao cargo (alegou incapacidade física e espiritual), e ainda estou para saber se foi um acto de coragem e tudo o mais que se disse. Devido à previsível unanimidade da Igreja em torno do novo Papa, se calhar mais aparente que real, provavelmente jamais saberei. Como agnóstico, repito, não me incomoda. Mas os segredos que a cúpula da Igreja se esforça por esconder dão azo a falsas notícias, boatos pouco abonatórios, teorias da conspiração em que as chefias são invariavelmente culpadas das piores maldades. Resumindo, provocam precisamente o contrário do que pretendem. Problema deles, dir-me-ão. Verdade, mas não aprecio ver injustamente acusada (se for o caso) uma instituição que respeito. Não gosto, aliás, de ver ninguém injustamente acusado, mesmo o pior dos inimigos, que nunca hesitei defender quando tal sucedeu.

13 de março de 2013

CRUEL DILEMA.


Bem sei que o dr. Mário Soares apelou à violência a pretexto de que ela pode ocorrer a qualquer momento, que Macário Correia não sai nem à bomba, e que Isaltino Morais foi mandado prender variadíssimas vezes mas ninguém lhe deita a unha. E, claro, habemus papam. Mas o que hoje realmente me interessa é o que me chegou da terrinha: começar por onde?

8 de março de 2013

PREPAREM-SE. Vem aí a receita para salvar o mundo e, quiçá, a paróquia. É, pelo menos, o que promete o Presidente, e já para amanhã. Depois de um mês sem abrir a boca, o Presidente resolveu fazer prova de vida, e de uma assentada dizer que os portugueses que se manifestaram no último sábado têm de ser ouvidos (não disse como nem por quem) e divulgar o prefácio da interessantíssima obra Roteiros VII, que reúne, segundo o próprio, «as intervenções mais significativas» por ele produzidas nos dois primeiros anos do segundo mandato. Só não o fez antes porque um chefe de Estado «sensato e responsável» deve falar pouco com os jornalistas, diz ele, especialmente quando o chefe do Governo é da sua família política, digo eu. Quem se lembra das desgraças nos tempos do engenheiro de fim-de-semana, que punham o Presidente a falar a toda a hora com os jornalistas? Pois, agora a desgraça é ainda maior — e o Presidente só abre a boca quando é espicaçado, e a contragosto. Porque um «Presidente da República que fale muito à comunicação social normalmente não tem influência nas decisões que se toma no país», diz agora, e garante saber bem do que fala. Afinal, ninguém, como ele, «foi primeiro-ministro 10 anos e acumulou com sete anos de Presidente da República», escreveu no Facebook, coisa que lhe permitiu acumular «uma informação que mais ninguém tem». Dezassete anos, portanto, a exercer o poder, sem dúvida uma experiência enriquecedora. Mas uma experiência cujo resultado, convém lembrar, contribuiu generosamente para o estado a que isto chegou.

7 de março de 2013

ESTRANHAS PREPOSIÇÕES. Ninguém do poder parece ralado com o novo Acordo Ortográfico, e se alguém tem uma opinião sobre ele ninguém sabe qual é. Não deixa, por isso, de ser curioso que a Presidência da República tenha detectado uma troca de preposições na lei que pretende limitar os mandatos, erro que poderá permitir a um autarca recandidatar-se a um novo mandato ao fim de três consecutivos. Num país onde o primeiro-ministro dá pontapés na gramática quando escreve e o seu adjunto quando abre a boca, estranha-se tanto zelo com a língua.

6 de março de 2013

AO CUIDADO DO MINISTRO RELVAS. A RTP Internacional passa a vida a transmitir programas onde se diz que o Carnaval foi ontem e o Natal é amanhã, quando na verdade o Carnaval já foi há uma semana e o Natal é daqui a um mês. O «critério» da RTP resume-se a pôr no ar a cassete mais à mão, e quando assim é por vezes a Páscoa calha no Entrudo e o Verão começa no Outono. Como não bastasse, passam dúzias de vezes os mesmos anúncios a chamar a atenção para os mesmos programas, por vezes no espaço de poucos minutos, esgotando a paciência a um santo. Onde está, já agora, o Conselho das Comunidades, e o que pensará ele sobre o assunto? Aliás, tirando as excursões à terrinha (pagas pelo erário público, está bom de ver), onde os conselheiros de vez em quando se juntam para discutir o sexo dos anjos e matérias afins (de que obviamente nada resulta em benefício de quem representam), não se sabe o que pensam os srs. conselheiros sobre este e outros assuntos, se é que pensam alguma coisa. Desconfio, aliás, que o Conselho das Comunidades é um caso de morte que se esqueceram de anunciar.

1 de março de 2013

MOURINHO. Além das qualidades que se lhe reconhecem, Mourinho é um maná para o jornalismo, e não só desportivo. Não há dia em que não seja notícia, pelas melhores e piores razões. Geralmente dão conta de polémicas, reais ou inventadas, públicas ou privadas, que os media apreciam polémicas, e os adversários aproveitam para daí tirar partido. Verdade que Mourinho se excede com frequência, às vezes sem motivo aparente. Mas começo a dar-lhe razão quando ele disse, não me lembro onde nem a que propósito, que a humildade era um defeito (foi assim mesmo que a definiu) que ele, felizmente, não tinha. De facto, a humildade na actividade que desenvolve só atrapalha, e fosse ele humilde e não teria o currículo que se lhe conhece. Agora é o Real, ontem foi o Inter, anteontem o Chelsea, amanhã outro qualquer — mas tudo indica que nada fará diminuir o interesse dos media por tão rentável filão. Nada de novo ao fim de três dias? Inventa-se. Vai para o PSG ou Manchester por incontáveis milhões, regressa a Milão onde será recebido de braços abertos, embolsará uma indemnização astronómica e depois irá caçar gambozinos. Como é evidente, qualquer uma destas «notícias» é verosímil, mesmo completamente inventada. Mourinho queixou-se, há pouco, de ser um desastre a lidar com os media, deixando implícito na queixa que o aparente defeito lhe sai caro. Sinceramente, duvido. Como o próprio já disse variadíssimas vezes, o confronto com o próximo adversário começa na conferência de imprensa imediatamente antes do jogo, embora a mim me pareça que comece antes. Mourinho conhece como ninguém o mundo em que se move, incluindo o mundo dos media, o que lhe permite tirar vantagem das virtudes e defeitos, e consequentemente levar a água ao seu moinho. Se por vezes as coisas não lhe correm como deseja, globalmente não me parece que tenha grandes razões de queixa. Antes pelo contrário.