24 de junho de 2004
Alguém quer saber de outra coisa que não seja a vitória de Portugal sobre a Inglaterra? Eu bem me parecia. De maneira que, nada tendo a acrescentar ao que já foi dito e repetido, é melhor ficar calado e caladinho. Apenas uma questão: quando será que os jogadores portugueses que ficam no banco (ou são substituídos) demonstram estar mais preocupados com o destino do colectivo do que com os seus próprios destinos?
23 de junho de 2004
Jon Schmidt é um músico que tem uma página na internet onde se pode comprar todos os discos que gravou até agora. Mais exactamente quatro CDs, em formato tradicional ou digital. Infelizmente não tenho comissão nas vendas, mas sugiro na mesma que comprem todos. Exactamente: todos.
22 de junho de 2004
21 de junho de 2004
Há anos que não se via a selecção portuguesa jogar tão bem como jogou contra a Espanha, especialmente na primeira parte. O que mais me impressionou foi o trabalho de recuperação de bola, feito com uma determinação e uma garra verdadeiramente notáveis. Assim qualquer um fica rendido à selecção — e eu fiquei rendido à selecção que jogou contra a Espanha, apesar das dúvidas de há uma semana. E não só pelo resultado alcançado, embora o resultado alcançado tivesse sido o mais importante. Ficaria rendido na mesma caso tivéssemos perdido, porque se viu atitude e determinação para ganhar. Resta saber se vamos continuar a jogar bem. Porque, a jogarmos assim, os ingleses que se cuidem.
17 de junho de 2004
Não deve haver modalidade onde se passe tão depressa do oito ao oitenta como o futebol. Vejam os casos de Figo e Rui Costa, que tanto deram ao futebol português (e a Portugal). Não há bicho-careta que já não tenha falado mal deles, e quando digo mal quero dizer mal mesmo. Que se diga que estão velhos ou abaixo de forma, é perfeitamente aceitável. Mas já não é aceitável que se façam verdadeiros assassinatos de carácter. Muito menos por quem ainda ontem os considerou deuses na terra.
16 de junho de 2004
Não costumo dar os parabéns a ninguém por aniversários bloguísticos (e receber, já agora). Mas apetece-me dar os parabéns ao Francisco José Viegas pelo Aviz.
15 de junho de 2004
14 de junho de 2004
A derrota de Portugal frente à Grécia corre o risco de varrer a onda de patriotismo só vista nos tempos do dr. Salazar. De facto, e independentemente do que acontecer daqui para a frente (é preciso não esquecer que as esperanças portuguesas continuam intactas), a derrota da selecção portuguesa frente a um país de «outro campeonato» teve o mérito de acordar os portugueses para a triste realidade. E, a meu ver, a triste realidade demonstra que a fasquia foi posta demasiado alta, sobretudo depois dos jogos de preparação terem demonstrado que não há razão para grandes entusiasmos. Mais que a derrota clara e inequívoca frente aos gregos, a selecção portuguesa limitou-se a confirmar o que já se disse e repetiu: uma amálgama de excelentes jogadores, mas longe de ser uma equipa. Infelizmente não há razões para crer que isto se possa mudar de um dia para o outro.
Acabei de colocar uma mão-cheia de reproduções de pinturas na minha página pessoal, mais exactamente 200 reproduções de pinturas que fui encontrando por aí e que não me canso de contemplar. Se quiserem ver, estão aqui.
12 de junho de 2004
10 de junho de 2004
Por razões que desconheço, o endereço da minha página pessoal deixou de funcionar. Escusado será dizer que estou pior que estragado, e sem outro assunto que me ocupe a cabeça. De modo que limito-me a recomendar este exercício de lucidez.
8 de junho de 2004
Acabei de dividir em três a minha lista de blogues favoritos: os indispensáveis, a ler diariamente; os interessantes, com visitas mais espaçadas; e os mais literários, que nunca perdem a actualidade e que visito quando calha. Isto porque o tempo não dá para tudo, e há que definir prioridades. Curiosamente, quanto mais «pesos-pesados» abandonam a blogosfera (casos de Pedro Mexia, Pedro Lomba e João Miranda, por exemplo) mais blogues vão aparecendo que reclamam atenção. E ainda outra curiosidade: os blogues políticos estão a dar lugar aos blogues literários.
7 de junho de 2004
Quando se pretende ridicularizar alguém fazendo uso do humor que não se tem, corre-se o risco de cair no ridículo.
4 de junho de 2004
D. José Policarpo veio lembrar que não se está a discutir a Europa na campanha para as europeias. Ou seja, que não se está a discutir o essencial. D. José Policarpo não é o primeiro e não será o último a lembrar esta evidência, mas ninguém quer saber. O que importa é o «cartão amarelo» que a oposição quer que os eleitores mostrem ao Governo, ou que os eleitores demonstrem que estão com o Governo. Quanto à Europa, que se lixe. Deve ser por isso, aliás, que grande parte dos portugueses não tenciona votar. O fim-de-semana prolongado, com ponte ou sem ela, é uma desculpa. Uma péssima desculpa para a grande abstenção que se anuncia.
3 de junho de 2004
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