31 de agosto de 2026
POUCOCHINHO. Haverá uma «Trump Derangement Syndrome», que em português se poderá designar por «Trumpofobia» ou «Obsessão anti-Trump». Mas já não duvido de que existe uma «Trump Simp Syndrome», que em português se poderá traduzir por «Trumpolatria» ou «Delírio pró-Trump». E se o primeiro é fácil de perceber, o segundo não é. Como se pode defender um sujeito que mente descaradamente 24 horas por dia? Que faz oscilar as bolsas conforme as suas conveniências? Que usa o dinheiro público em benefício próprio e dos seus? Que consome os seus dias a tentar vingar-se de quem não gosta? Que se regozija com a morte dos adversários? A lista é interminável, mas os seus devotos continuam a idolatrá-lo. Faça o sujeito o que fizer, diga ele o que disser. Há, no entanto, um detalhe curioso: nunca o defendem directamente. Como a argumentação pró-Trump não abunda e a que há é fraquinha, limitam-se a atacar quem o ataca. É aqui que entra a «Trumpolatria». Enquanto a «Trumpofobia» não precisa de se esforçar para debitar dezenas de argumentos, a «Trumpolatria» não consegue apresentar um só argumento digno desse nome. Convenhamos que é poucochinho para a sua defesa.