8 de dezembro de 2007
6 de dezembro de 2007
«A Cordilheira dos Andes ergue suas torres de pedra. Nelas, durante séculos, bateram o vento e a chuva. Escorreu lava de vulcão. A neve cobriu tudo e depois desceu, rio veloz, até a planície. E o vento, sempre. Por aí passou Bolívar e seu Exército. Borba Gato e seu Exército. San Martín e seu Exército. As várias bandeiras, nas várias épocas, esfarrapadas. Os homens duros, empurrando os canhões molhados, fustigados pelo vento irredutível, pela chuva gelada, pela noite de mil cristais, pelas madrugadas de escarpas rubras, pelo pânico dos cavalos, pela solidão.» Tabajara Ruas, O Amor de Pedro por João
5 de dezembro de 2007
3 de dezembro de 2007
30 de novembro de 2007
29 de novembro de 2007
27 de novembro de 2007
26 de novembro de 2007
Definitivamente que os técnicos que conceberam as mais recentes maquinetas de leitura não lêem um livro. Não lêem, nem aprenderam nada com os modelos anteriores, em alguns aspectos superiores aos actuais. Por exemplo, qualquer modelo mais antigo possui iluminação interior, possibilitando a leitura em ambientes escassamente iluminados — ou mesmo completamente às escuras. Nenhum dos recentes modelos (Sony Reader e Amazon Kindle) possui esta função. Aliás, como sucedeu com o Sony Reader, o agora lançado Amazon Kindle é mais um modelo falhado. Nem a ligação à Internet o salva — ou, sequer, o torna um concorrente de peso do modelo da Sony. Começa logo pelo design, a roçar o mau gosto. Em vez de aproveitarem ao máximo o espaço com o ecrã, como fez o Sony Reader, quase metade do dito é ocupado com uma infinidade de botões. Pior: à semelhança do Sony Reader, não se percebe a ausência de ecrã táctil, uma tecnologia cada vez mais em uso e que, no caso, faria uma enorme diferença, além de que teria evitado uma infinidade de botões. Mas o mais inacreditável de tudo é constatar-se que os fabricantes destes aparelhos não aprenderam nada com os modelos anteriores. Caso tivessem prestado atenção, teriam copiado o que estava bem, melhorado o que precisava de ser melhorado, e adicionado novas funcionalidades. E foi pena, pois o Sony Reader nunca me satisfez. Como, aliás, já aqui disse.
23 de novembro de 2007
21 de novembro de 2007
19 de novembro de 2007
16 de novembro de 2007
14 de novembro de 2007
12 de novembro de 2007
9 de novembro de 2007
8 de novembro de 2007
5 de novembro de 2007
2 de novembro de 2007
1 de novembro de 2007
31 de outubro de 2007
30 de outubro de 2007
29 de outubro de 2007
25 de outubro de 2007
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22 de outubro de 2007
19 de outubro de 2007
18 de outubro de 2007
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26 de setembro de 2007
24 de setembro de 2007
20 de setembro de 2007
18 de setembro de 2007
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14 de setembro de 2007
13 de setembro de 2007
12 de setembro de 2007
10 de setembro de 2007
7 de setembro de 2007
6 de setembro de 2007
4 de setembro de 2007
31 de agosto de 2007
«De tempos a tempos, como aquele adepto do FC Porto, o SIS põe a cabecinha de fora e tenta aparecer na fotografia. Faz sempre má figura. Há dias surgiu um relatório sobre o Ecotopia, o acampamento de onde supostamente saiu o grupo que destruiu um hectare de milho transgénico em Silves. Primeira dúvida: o que faz o SIS à volta do Ecotopia? Um grupo de hippies cometeu um crime, certo, mas convenhamos: não estamos propriamente perante aquilo a que a lei chama "sabotagem, terrorismo, espionagem e prática de actos que, pela sua natureza, possam alterar ou destruir o Estado de direito constitucionalmente estabelecido". Segunda dúvida: tendo o SIS andado à volta do Ecotopia, como é que não percebeu o que ia acontecer?
Os nossos espiões reapareceram pouco depois com declarações sobre a eventual presença da ETA em Portugal. E pelo que se lê percebe-se que as únicas informações que têm são conhecidas de toda a gente que compra jornais.
Convém esclarecer, para não haver confusões com os traumatizados de Guantánamo: o problema não é Portugal ter um serviço de informações; o problema é, como salta à vista, não ter.»
30 de agosto de 2007
29 de agosto de 2007
27 de agosto de 2007
24 de agosto de 2007
22 de agosto de 2007
21 de agosto de 2007
20 de agosto de 2007
17 de agosto de 2007
15 de agosto de 2007
«A seita dos saudáveis. É uma agremiação como a dos escuteiros, dos desportistas, das testemunhas de Jeová, dos comunistas até há pouco e assim. Não beber, não fumar, evitar a carne e sobretudo as gorduras, dar preferência aos vegetais, comer pouco e várias vezes ao dia mesmo sem apetite, deitar cedo, fazer exercícios, evitar o sedentarismo, vigiar o peso, a tensão arterial... Sim. Mas para que é que eles querem a vida, se não é para a utilizarem? Lembram os que compram roupa mas guardam-na e não a usam. O seu objectivo na vida não é viverem-ma mas cifrar a felicidade ao simples facto de a terem. São exemplares à vista — magros, direitos, ginasticados. Mas não tiram proveito disso, excepto o de serem saudáveis à custa de muito martírio. Ou seja, o de poderem gozar a vida na sua maior amplitude, que apenas é poder. A seita dos saudáveis. Vejo-os com frequência na TV. Mas tiro-lhes o som e ficam mais enfermiços.» Vergílio Ferreira, em Pensar

