11 de agosto de 2008

LER FAZ BEM À SAÚDE (13). Mudar de assunto, por Alberto Gonçalves. O 'Magalhães', por João Miranda.

8 de agosto de 2008

PC. É provável que o sr. Vilarigues tenha motivos para questionar os critérios jornalísticos dos media quando estes ignoram eventos organizados pelo Partido Comunista como a Festa da Alegria, que ele considerou «o maior acontecimento político-partidário do fim-de-semana de 19/20 de Julho» e a que os media, pelos vistos, não ligaram pevide. Mas daí até concluir que «estamos claramente perante uma formatação de procedimentos para com quem não alinha no pensamento único», só por ignorância ou má-fé. O que sugere o sr. Vilarigues que se faça para alterar o que considera uma conspiração «que vem de longe e se tem refinado ao longo dos anos»? Que os directores dos media passem a ser nomeados pelo Comité Central do Partido? E, já agora, quem é o PC para dar lições sobre o pensamento único?

6 de agosto de 2008

UMA NO CRAVO. Escrevi, há uma semana, que o anúncio da devolução do Estatuto dos Açores à Assembleia da República não me pareceu motivo para o Presidente Cavaco interromper as férias e fazer uma comunicação ao país. Não disse na altura, mas digo agora: o secretismo que rodeou o acontecimento foi, também, escusado, pois o secretismo só podia prestar-se a exercícios de adivinhação e especulações desenfreadas. Posto isto, as críticas de Mário Soares à comunicação de Cavaco, no DN de ontem, merecem, igualmente, reparo. Essencialmente por uma razão: o ex-presidente da República começou por dizer que a intervenção de Cavaco foi «muito infeliz» (a maioria dos portugueses preparava-se para ir de férias e «esquecer (...) os problemas graves e complexos que os esperam no regresso», escreveu Mário Soares), e porque o ex-PR terminou o «raciocínio» dizendo que Cavaco deveria ter falado de assuntos «mais importantes». Ou seja, Mário Soares acha que os portugueses não deviam ser incomodados nesta altura do ano, mas depois acha que já se justificaria o incómodo caso a comunicação ao país fosse para lembrar aos portugueses o custo de vida, as crises energética e financeira, o desemprego e a corrupção, o descrédito da justiça e a paralisia em que está mergulhada a Europa, «e tantos outros problemas que os portugueses sentem na carne». Resumindo, Mário Soares deu uma no cravo, e outra na ferradura. Pior: segundo o Público de hoje, Soares vetou o mesmo Estatuto dos Açores durante o seu primeiro mandato em Belém, considerando então oportuno fazer uma comunicação ao país sobre o assunto. Foi em Setembro, como lembrou Mota Amaral, com hino e tudo.

5 de agosto de 2008

LIVRO. Não sei bem o que é um bom livro para ler no Verão (ou nas férias), mas presumo que é um livro «leve», que se lê sem grande esforço. Assim sendo, recomendo The Rum Diary, de Hunter S. Thompson, que um dia destes descobri por acaso e me levou a adquirir, de imediato, a que julgo ser a única biografia que sobre ele se escreveu (Outlaw Journalist: The Life and Times of Hunter S. Thompson, de William McKeen), que também recomendo.
LER FAZ BEM À SAÚDE (12). Olá, eu chamo-me João e gosto de futebol, por João Miguel Tavares. Supressão de provas, por Desidério Murcho (a pagantes). Blog, por Francisco José Viegas.
CORRUPÇÃO. Mais valia encerrar já o assunto, pois sempre se pouparia dinheiro e vexames.

4 de agosto de 2008

JORNAIS. Nunca vi sites de jornais que funcionassem tão mal como os sites dos jornais portugueses. Falo dos jornais principais (Expresso, Público, DN), e o mais surpreendente é constatar-se que os problemas se arrastam há anos. Refiro-me, essencialmente, aos problemas técnicos, que por vezes impedem o acesso ao conteúdo. Haverá uma explicação para o que se passa? Se há, seria bom que a dessem. Até porque em alguns casos o acesso é pago, pelo que o mau funcionamento prejudica os assinantes.
LER FAZ BEM À SAÚDE (11). Na morte de Soljenitsine, por Pedro Correia.

31 de julho de 2008

CAVACO. Que o presidente Cavaco tenha interrompido as férias para dizer ao país que resolveu vetar o Estatuto da Região Autónoma dos Açores, parece-me escusado, mas entende-se. Mas que uma lei tenha sido aprovada na Assembleia da República por unanimidade e contenha oito (repito: oito) inconstitucionalidades, é obra.
CIGANOS. O que se terá passado para a Lusa anular, quase 24 horas depois, uma notícia onde se dizia que Ana Gabriela Freitas, juíza do Tribunal de Felgueiras, proferiu uma sentença onde se dizia que a comunidade cigana tem «pouca higiene», é «traiçoeira» e «subsídio-dependente»? A justificação da agência foi curta e seca: a anulação da notícia deve-se ao facto de «o seu conteúdo não corresponder inteiramente aos factos narrados no acórdão». A ser assim, a juíza merecia, no mínimo, um pedido público de desculpas, até porque a notícia provocou reacções e comentários.

30 de julho de 2008

PENSAMENTO ÚNICO. Tenho o péssimo hábito de me bater por aquilo em que acredito, ignorando timings, circunstâncias e eventuais prejuízos. (O resto está aqui.)

29 de julho de 2008

CHEGA. Lidos alguns extractos do livro de Gonçalo Amaral e as reacções que suscitaram, mantenho o que disse há algum tempo: a polícia portuguesa é especialista a resolver casos nos media. Já no terreno, onde as coisas realmente contam, os resultados são bem mais modestos. Que me desculpe o inspector Amaral, mas a sua verdade sobre o caso Maddie agora dada à estampa vale tanto como as outras verdades que por aí circulam. É que, como as outras, a verdade de Amaral não vai além do palpite, da fezada. E disso já há que chegue.
LER FAZ BEM À SAÚDE (10). Freitas, o Porto e a longa vida das baratas, por João Miguel Tavares.

28 de julho de 2008

PAZ PODRE. É por demais evidente que o prolongado silêncio de Manuela Ferreira Leite está a causar embaraços ao PSD, nomeadamente ao PSD que votou nela. Bem pode a líder social-democrata dizer que só fala quando achar que deve falar, e que não é hábito seu pronunciar-se sobre matérias que não conhece em profundidade. A «estratégia do silêncio», se é que há uma «estratégia do silêncio», não convence nem os mais próximos. Quanto aos mais distantes, sabe-se, desde a primeira hora, que andam por aí. Não surpreende, portanto, que Menezes publique um texto em que o título (Depois de mim virá...) diz quase tudo, e que Passos Coelho venha dizer que pretende dar um contributo «que ajude à correcção da estratégia do partido», prometendo, para isso, criar uma «plataforma de reflexão e debate» contra a «cultura do silêncio». Aliás, a aparente unidade em volta da actual líder é isso mesmo: aparente. Como se verá muito em breve, a unidade mais não é que uma paz podre.
LER FAZ BEM À SAÚDE (9). Um prémio para quem?, por Francisco José Viegas.

25 de julho de 2008

DIGITALIZAÇÃO. Como lembrou o Francisco, parece ter pegado a moda de digitalizar o espólio dos escritores portugueses, ou de alguns escritores portugueses. Depois de Fernando Pessoa, anuncia-se, agora, Jorge de Sena, e certamente que outros virão. Ora, o que eu gostaria realmente de ver digitalizado — e, já agora, disponível online — era a obra integral destes e doutros clássicos portugueses, isto é, gostaria de ter acesso ao texto integral de modo a poder lê-lo ou descarregá-lo para um computador. A imagem, por mais interessante que seja, interessa, apenas, aos estudiosos, enquanto o texto interessa aos leitores. Se a intenção é chegar aos leitores, a mais leitores, deviam repensar o assunto.

23 de julho de 2008

TURNER. Difícil falar da retrospectiva de J. M. W. Turner, no Metropolitan, que acabo de ver. O que poderá dizer-se de um artista que pintou coisas como a que aqui se reproduz que não seja um lugar-comum? Direi, apenas, que a mostra inclui cerca de 140 trabalhos, grande parte dos quais com «residência» permanente na Tate Britain. A meia dúzia de quarteirões (The Frick Collection) poderão, já agora, ver-se mais algumas obras do «pintor da luz».
LER FAZ BEM À SAÚDE (8). Não!, por Vasco Graça Moura. Oiçam o que eu não tenho para dizer, por Ferreira Fernandes. Sobre o "fascismo higiénico", por Pacheco Pereira. A Praga, por J. Rentes de Carvalho.

18 de julho de 2008

UMA PENA. Interrompo as minhas férias para registar, apenas, que não vi um único jornalista, nos media ou fora deles, que tenha saído em defesa de Baptista-Bastos no caso que opôs o jornalista a Alberto João Jardim, e que, segundo esta notícia, agora termina. Não que eu esperasse uma reacção corporativa, e devo dizer que sou, por regra, avesso a reacções corporativas. Esperava, sim, outra postura dos jornalistas, porque desde o início me pareceu que o presidente da Madeira exagerava. Pior: o processo de Jardim contra Baptista-Bastos foi claramente uma intimidação, que importava denunciar. Não foi isso que sucedeu, e foi pena.

11 de julho de 2008

FÉRIAS. Vou estar de férias nas próximas duas semanas, pelo que os posts, a haver, serão mais espaçados.