
30 de setembro de 2010

NÃO ME ESTRAGUE COM MIMOS. Um exagero, caro Francisco, um exagero. Mas fica a intenção, que agradeço, e a admiração pelo Trompete que aí vem.
PRÉMIO A ESTUPIDEZ NÃO TEM LIMITES. «(...) o povo tem que sofrer as crises como o Governo as sofre.»
28 de setembro de 2010

24 de setembro de 2010


23 de setembro de 2010

21 de setembro de 2010
SILÊNCIO ELOQUENTE. Conhecida a celeuma que precedeu a divulgação parcial do acórdão do processo Casa Pia, esperar-se-ia que houvesse ainda mais barulho quando foi divulgado na íntegra. Afinal, só aí se ficou a saber de que foi acusado quem foi condenado, e pelo que foi dito até aí seria de esperar mais indignações. Estranhamente, nada disso sucedeu. Tirando um fogacho aqui e ali, instalou-se o silêncio à volta do caso. Um silêncio demasiado eloquente.

(História contada no livro Soñar Com Los Ojos Abiertos: Una Vida de Diego Rivera, de Patrick Marnham.)
17 de setembro de 2010
CULTURA. Quais são os critérios para apoiar — ou não — determinada criação artística? Com que fundamentos se diz que a obra de fulano deve ter apoio do Estado e a de sicrano não deve? Estas são algumas das perguntas que eu gostaria de ver respondidas sempre que vem à baila o financiamento do Estado à cultura, não a conversa fiada do costume como a que a ministra da Cultura deu à estampa no Público.
15 de setembro de 2010
MUDAM-SE OS TEMPOS. Carlos Cruz insurgiu-se, com razão, contra o julgamento de que foi vítima nos media, que de um modo geral o condenaram. Mas agora, que se desmultiplica em entrevistas em todo o lado com o propósito de demonstrar a sua inocência, já achará bem ser julgado pelos media? Será preciso dizer que, segundo esta lógica, o julgamento nos media é bom quando a sentença nos convier, e mau quando não convier?
INDIGNAÇÕES DE PACOTILHA. Anda para aí meio mundo indignado com a forma como Carlos Queiroz foi afastado da selecção, e estou em crer que alguns genuinamente. Mas o que diria esta gente se a federação da bola o tivesse despedido de outro modo e lhe tivesse pago os milhões a que teria direito por quebra de contrato? Estaria bem? Não seriam estes senhores os primeiros a indignarem-se caso isso sucedesse? Não tenho a mais leve simpatia por quem manda na bola, nem por quem manda nos mandantes da bola. Mas isto de criticar por ter cão e criticar por não ter acaba por demonstrar que os mandantes da bola talvez tenham alguma razão, e talvez por isso mereçam o benefício da dúvida.
13 de setembro de 2010
TIROS DE PÓLVORA SECA. Não sei se Carlos Cruz é, ou não, culpado do que foi acusado, mas convenhamos que é fraquinho o argumento segundo o qual o tribunal decidiu condená-lo com base em preconceitos e que a investigação terá andado a reboque da opinião pública. Como explicar tanto erro junto quando é sabido que o processo envolveu investigadores da Judiciária, magistrados do Ministério Público e cinco juízes? São todos preconceituosos? Todos incompetentes? Como é evidente, o argumento não é fácil de digerir.
CAMPANHA MEDIÁTICA. Carlos Cruz sempre foi, para os media, o rosto do processo Casa Pia. Por se tratar do arguido mais mediático, porque foi um profissional de televisão conhecido por todos e por todos respeitado. Não estranho, por isso, que surja em toda a comunicação social, que a comunicação social não tem obrigação de dar tratamento equivalente aos restantes arguidos nem funciona por quotas, ao contrário do que alguns julgam e outros desejariam. Posto isto, duvido que as constantes aparições de Cruz nas televisões e nos jornais o beneficiem aos olhos da opinião pública, apesar da ajudinha que lhe têm dado e da falta de profissionalismo com que alguns lidaram com o caso, como foi público e notório no Prós e Contras. Aliás, as explicações que Cruz entendeu dar na tentativa de demonstrar a sua inocência não têm, a meu ver, beneficiado a sua tese. Bem pelo contrário.
MONSTRUOSIDADES. Tirando Carlos Silvino, que confessou ter cometido alguns crimes de que foi acusado, nenhum dos restantes arguidos no processo Casa Pia diz ter praticado os actos pelos quais foi condenado. (Continue a ler aqui.)
8 de setembro de 2010

7 de setembro de 2010

3 de setembro de 2010

2 de setembro de 2010
O MENOS MAU. O processo que ditará o afastamento de Queiroz da selecção nacional foi um bocado manhoso? Não há dúvida que foi. O ideal seria que corressem com ele logo que demonstrou que não servia, não há dúvida que seria. Acontece que despachá-lo dessa maneira teria custos muito elevados, que estariam agora a ser questionados caso tivesse sido esse o caminho. Como as coisas chegaram onde chegaram, abrindo-se a porta do despedimento por justa causa, não há o problema da indemnização por contrato não cumprido. Podia ter corrido melhor o processo? Podia. Podia ter sido melhor o desfecho? Duvido.
Subscrever:
Mensagens (Atom)